a experiência humana
terça-feira, 1 de outubro de 2013
sábado, 21 de setembro de 2013
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
A criação das árvores
| Quando Shankar Bhagwan, o criador, fez o primeiro homem,
não havia árvores nem folhas na terra. O homem disse: "Senhor,
o que vou comer? Como viverei?" O criador puxou três fios de
seu próprio cabelo e com eles fez três árvores enormes. "Mas,
senhor, não há frutos nessas árvores. Três continuarão sendo
três, e um dia as três morrerão." Então Shankar Bhagwan
pegou as cinzas que cobriam seus cabelos emaranhados e
esborrifou-as nas árvores, que começaram a dar flores e frutos.
Assim, no tempo em que ainda não sabíamos cultivar cereais,
as árvores é que nos alimentavam com seus frutos.
A vida secreta das árvores Shyam / Durga Bai / Urveti |
a experiência humana
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Celso Charuri - OUTONO
OUTONO
No Outono, quando os frutos abandonam as árvores que lhe fizeram nascer e jogam-se ao chão...
No Outono, quando as folhas verdes perdem o seu viço e param de alimentar, com seu metabolismo de néctar etéreo das radiações solares, a planta, e a abandonam...
No Outono, quando os pássaros migram para novas paragens, colocando o silêncio e a tristeza em torno das árvores que lhe acolheram durante as boas estações, somente para lhes ouvir o canto alegre e festivo, e sem mais nada pedir...
No Outono, quando a própria terra, que se beneficiou de sua sombra fresca, torna-se árida, negando alimentação...
No Outono, quando todos aqueles que a admiram e aproveitam a sua beleza também a abandonam, a árvore mantém-se viva e serena. Não desanima e aguarda. Conhece a sua missão e não se desespera. Não odeia e nem se vinga. Sabe que à humilhação sobrevirá a exaltação, e, por isso, aguarda com Soberba Coragem o Inverno que haverá de cobri-la com nuvens cinzentas e lamacentas de humilhação, numa tentativa final de destruí-la.
Mas, na sua seiva corre o Espírito do Eterno, e ela disso sabe, tem consciência. E, numa atitude passiva e resignada, entende a efemeridade dos tempos.
Então, passados estes, vê nascer em seu distante ramo um broto, como que lhe anunciando as recompensas por tamanha Coragem. É a Primavera que surge.
E, novamente, a terra volta a lhe dar alimento, as folhas retornam com seu verde de Esperança, os pássaros em seus galhos fazendo morada, as flores e frutos a lhe enfeitar e, finalmente as pessoas a lhe admirar. É a glória, conquanto que passageira, mas por demais nobre para ser desprezada. Nas estações de Outono, saiba imitar a árvore. | ||
a experiência humana
100 sonetos de amor - LXXVIII
a experiência humana
sábado, 7 de setembro de 2013
Tagore
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O aperto de
Sua mão
Não me permita orar para me abrigar de perigos, mas para os encarar
destemidamente.
Não me permita rogar para aliviar minha dor, mas para o coração a
dominar.
Não me permita implorar com ansioso temor para ser salvo, mas
esperar a paciência para me libertar.
Não me permita a covardia de sentir Sua benção apenas em meu
sucesso, mas encontrar no fracasso o aperto de Sua mão.
Rabindranath
Tagore
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